O chão que planto

•19 / janeiro / 2012 • Deixe um comentário

Foto: Gustavo Siqueira

Piso simples e piso forte,
Bato pegadas sem enfeites

Firmo o solo, em um verso,
Semeio cerca sem rumo

Piso raso e piso fundo,
Sinto a terra entre os meus dedos.

Firmo o solo, em um trecho,
Planto o mar em uma parede.

Gustavo Siqueira & Mateus Lima

Em+Quanto

•11 / novembro / 2011 • 1 Comentário

Fotografia: Gustavo Siqueira

Enquanto sinto

Sinto vivo

Vou mais longe

Longe espero…

Fulô

•12 / agosto / 2011 • 1 Comentário

Imagem: Romero Brito

“…É em meu peito que brotam as flores da colheita que faço para agraciar a estrada que nos leva para o mar…”

Passos ao Vento

•14 / maio / 2011 • Deixe um comentário

Foto: Gustavo Siqueira

Vai aonde o vento for

Sem culpa, caminha com o vento

Que bate fraco em suas asas tortas

E dança em harmonia.

Com esses pés descalços e sem salto

Salta tardes em noites de asfalto

Não teme o céu, mas dói o chão

Acerta os passos e põe o seu mal gosto

Poente, como nesse dia

Percebe que longe se vai

Assim que longe se sentir

Do lado de lá…

Versos Vazios

•28 / março / 2011 • Deixe um comentário
28 em Fevereiro

Fotografia: Gustavo Siqueira

Há tempos que observo

Palavras em calçadas

Rimando com o concreto

Para nascer o abstrato

E…,

Assim como meu copo,

Permaneço…

Suspiro e Perpétua: Saudade…

•22 / dezembro / 2010 • 3 Comentários

Imagem: Junior Lopez

“Esse som doce que vagamente ultrapassa o presente e anseia o futuro, mas nunca o alcança. Cria paisagens de dupla face. Rabiscos! Ah… Esses rabiscos intransferíveis com cores doloridas e não menos apaixonadas e, quase sempre, ardentemente acompanhadas pelo interior daquele cuja alma desenha, porém as mãos não… Não obedecem! Esse som inquietante que expõe a harmonia de seus sibilos e convida aqueles menos dispersos para oscilar nos sonhos postos em chama e espalhados por esse chão em cores vivas. Tirais os calçados! Esse som melancólico presente na paixão e na dor de sentir saudades daquilo que não se perdeu, mostra tua verdadeira face e silencia esses lábios. Por fim e pelo início, esse som intrigante que mesmo depois de calado conserva as primitivas notas para não se fazer passageiro e exemplificar que a tristeza é insignificante quando se tem um caderno aberto.”

Gustavo Siqueira

Jardim

•1 / dezembro / 2010 • 2 Comentários

Imagem: Joe Sorren

Acostumado a carregar peso nos ombros

Não percebeu quando o destino entortou sua coluna.

Homem de Papel

•21 / novembro / 2010 • Deixe um comentário

Imagem: Mario Junior

Breve,

Volátil,

Doce,

“Cego” e

Só.

Retrovisor

•9 / novembro / 2010 • 1 Comentário

Foto: Gustavo Siqueira

Pelo retrovisor

Olho alguns instantes e vejo:

As lembranças que ficaram,

Os caminhos percorridos,

As decisões compartilhadas,

O conjunto de ideias,

A descoberta de novos rumos,

A sensação de seguir em frente

Sem perder de vista o que ficou…

.

Ficou,

Para ser contemplado

E ser prova verdadeira

Da união de vidas,

Que em comunhão,

Desfaz e Refaz

Um sonho de cada vez…

Turvo

•20 / outubro / 2010 • 4 Comentários

Foto: Mateus Lima

O pobre vê o mundo nublado

E por isso chora, mas permanece vivo

Se o visse nítido,

Talvez sorrisse, mas logo deixaria de viver.

.

O pobre vê o mundo vago

E por isso lágrima, mas permanece homem

Se o visse certo,

Talvez pensasse, mas logo deixaria de sentir.

.

O pobre vê o mundo pardo

E por isso clama, mas pemanece em pé

Se o(u)visse lindo,

Talvez dançasse, mas logo deixaria de escutar.

.

O pobre vê o mundo vivo

E por isso luta e permanece sólido

Se o visse morto,

Talvez caísse, mas logo deixaria de sonhar.

.

Autores: Gustavo Siqueira & Mateus Lima

(Visite também: http://poemaminuto.blogspot.com/)

 
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